quarta-feira, 31 de julho de 2002

A notícia é boa: os Paralamas do Sucesso voltaram a dar um concerto depois do acidente de ultraleve que quase causou a morte a Herbert Viana, o vocalista da banda (a mulher de Herbert, Lucy, não sobreviveu).
Herbert sugiu no palco de cadeira de rodas empurrado por Dado Villa Lobos. A notícia completa aqui.

Os Paralamas do Sucesso começaram nos anos 80, em Brasilia. A formação inicial mantem-se quase inalterada até hoje. O primeiro baterista deixou o grupo (ao que tudo indica por causa de uma moto, como ficou celebrizado numa música do grupo) e foi substitutído por João Barone.
De entre os grupos rock brasileiros é um dos que tem tido mais sucesso em Portugal, nomeadamente com músicas como Lanterna dos Afogados, Melô do Marinheiro (entrei de gaiato num navio, entrei pelo cano) e Uma basileira.
Eu ainda recomendo outras: Óculos, Meu Erro, Romance Ideal, Quase Um Segundo.
Se eu vivesse no Brasil seria como a Garota de Bauru: não perdia um show dos Paralamas.
Mais uma baixa no Sudoeste!
Sai Cornelius...
Entra Zöe.

terça-feira, 30 de julho de 2002

Hoje apeteceu-me ouvir o álbum de estreia dos Chameleons.
Script of the bridge (1983) é uma composição de doze canções abençoadas pelo som melódico que marca instintivamente o perfil do grupo. Muita emotividade e paixão são simultaneamente reagentes e produto final deste excelente trabalho da década de 80. Provavelmente será essa a razão pela qual na época mais quente de cada ano o meu inconsciente se encarrega de activar o desejo de rever d'ont fall, here today, ..., view from a hill.

Eu e a Sylvie entrevistamos os Flunk.
Duas respostas do Ulf que me parecem interessantes:

- The "Blue Monday" version is wonderful. Which is the relation with Flunk and "Blue Monday" or between Flunk and New Order?
I have been a fan of New Order since the 80's, and I have had an idea of doing a cover version of "Blue Monday" with female vocals for years. New Order make great tunes, and I guess I wanted to highlight this more than they do themselves, cause they always seem to consentrate on the energy in their songs... We do another New Order-cover when we play live, an accoustic guitar version of "True Faith".
It's veeeery beautiful!

- "For sleepyheads only" has the strong declaration "I Love Music". Do you love music? How much?
Hard to rate - but I definitely can't live without it. My head is always full of it, and I love great tunes. Tunes that you can feel in your belly, like REMs "Find The River" or Nirvanas "Something's In The Way". I'm a melancholic, I like the beauty of sad songs - cause they tend to make me happy...

Depois conto mais...

her name is yoshimi
she's a black belt in karate working for the city
she has to discipline her body
'cause she knows that it's demanding to defeat those evil machines
I know she can beat them
oh yoshimi
they don't believe me but you won't let those robots defeat me
oh yoshimi
they don't believe me but you won't let those robots eat me
those evil-natured robots
they're programmed to destroy us
she's gotta be strong to fight them
so she's taking lots of vitamins
'cause she knows that it'd be tragic if those evil robots win
I know she can beat them.


Yoshimi tem esta difícil tarefa!
De nos defender daquelas máquinas demoníacas.


Quando o Pedro Portela escreveu este post, eu aproveitei a dica do site e fui lá ouvir o álbum.
Depois de o ouvir comentei, concordando com aquilo que o Pedro havia escrito, dizendo que este "yoshimi battles the pink robots" não parecia ser nada de transcendental mas, ao mesmo tempo e tal como o Pedro fez, salvaguardando o facto de haver discos que necessitam de uma forma de «levedar» mais lenta.
Não podiam existir palavras tão carregadas de razão!

2 ou 3 audições depois, este novo álbum dos Flaming Lips começa a assumir o estatuto de um grande disco - afinal de contas, o estatuto de um álbum com algo de transcendental!

segunda-feira, 29 de julho de 2002






A Beggars Banquet Records acaba de anunciar via «mailing list» que a caixa de demos dos Cult sai a 12 de Agosto.
Será uma edição numerada e limitada a 3000 exemplares!

Este é um dos álbuns da minha discografia básica.
Sem dúvida!





A propósito de Craig Armstrong e do seu recente as if to nothing li um artigo escrito Hugo Ferreira na versão online do Jornal Universitário de Coimbra, cujo título me chamou imediatamente atenção indo de encontro à opinião com que fiquei após as inúmeras vezes que me deliciei a ouvir este excelente álbum.

Quando o céu e a Terra mudam de lugar

Desde cedo se notabilizou pela forma como construía ambientes sinfónicos a partir do poder de um grande arranjo de cordas e da manipulação das toadas mais suaves e agradáveis das novas tendências da música de dança.
O escocês que se começou por notabilizar a escrever temas para bandas sonoras antes de ser descoberto pelos Massive Attack e por Madonna, colaborou com os Suede, Tina Turner e Spice Girls, acaba por assinar um contrato com a Melancolik, editora que é propriedade do trio maravilha de Bristol.
Lá polivalente é, ora enquanto músico ora como produtor.
Depois de ter surpreendido o universo musical com a sua estreia em longa duração “The Space Between Us”, pelo meio ficam as bandas sonoras de “Plunkett & Macleane”, “Romeo & Juliet” e “Moulin Rouge”, entre outros.
Este “As If To Nothing” resulta de colaborações com grandes nomes como Bono, dos U2 ( numa reinvenção deslumbrante do épico “Stay (Farway, so close)”), Evan Dando, carismático líder dos Lemonheads, na excelante composição “Wake Up In New York”, Mogway, Photek, King Crimson e David McAlmont.
Apesar dos nomes sonantes que são, à partida, um valor acrescentado e uma segurança na qualidade do produto final, podemos encontrar ao longo dos quinze temas que integram este novo trabalho, pedaços de um paraíso perdido em “Ruthless”, “Miracle” ou “Niente” .
O que fica para a história é mais um disco deslumbrante para se ouvir recostado no sofá ou na cama, para períodos de introspecção ... ou talvez nem tanto.





A música dos Madredeus possui características que não foram aproveitadas pelos nomes que os remisturaram.
Podia ser melhor...
Ainda assim, são excelentes as «novas roupagens» apresentadas em:
. haja o que houver * lux mix
. vem (além de toda a solidão) * alpha remix
. o sonho * ralph myerz & the jack herren band remix
. oxalá * telepopmusik remix

sábado, 27 de julho de 2002

Radiohead - Simplesmente perfeitos...

Passadas algumas horas ainda não consigo encontrar adjectivos para explicar o que se passou na noite de sexta (dia 26) no Coliseu do Porto. Foi tudo perfeito... tudo mesmo... Apenas vou destacar dois apontamentos que me parecem que ilustram bem o que se viveu neste grande concerto:
- Os Radiohead fizeram três encores! (sim leram bem, três encores!!).
- A alegria que os Radiohead irradiaram. Estavam felizes, o público sentiu e retribuiu... Thom Yorke riu, bateu palmas, saltou, brincou com o público. No último encore, depois de um primeiro em que tocaram duas músicas e de um segundo em que tocaram quatro(!) os elementos da banda entraram para o palco triunfais, um dos guitarristas entrou literalmente aos saltos, debaixo de um ruído impressionante... notava-se que a banda estava a viver a noite com a mesma intensidade do público... perfeito...
Um detalhe delicioso, durante o concerto no ínicio de duas músicas o homem da maquinaria dos Radiohead divertiu-se com um rádio a passar recortes de sons de estações de rádio portuguesas.
Preparem-se, vem aí mais um disco fabuloso, despido de maquinaria e com muitas guitarras, as novas músicas não deixam dúvidas.
Ficou mais do que provado que os Radiohead são uma das melhores bandas do planeta e arredores!


quinta-feira, 25 de julho de 2002

everytime I hear my song on the radio...

everytime the DJ is playing my song...

quarta-feira, 24 de julho de 2002

Curtam...
dica da Sylvie

Radiohead segundo Nuno Galopim.

Dance Festival em Celorico de Basto

No dia 24 de Setembro vai ser editado o novo álbum de Beck. Ao que tudo indica vai tratar-se de um regresso aos sons acústicos de "Mutations". É o que se percebe dos três temas que estão já em pré-escuta em www.beck.com/preview. O álbum terá 13 canções, sendo que estarão disponíveis ao ritmo de 1 por semana até à data da sua edição...

terça-feira, 23 de julho de 2002

O que destaco, nesta altura, é o disco novo dos Flaming Lips (está integralmente disponível para escuta no seu site). É incontornável a sua capacidade de criar melodias alienadas baseadas num sentimento psicadélico de fino recorte. Este disco vai mais longe do que o anterior «The Soft Bulletin», na medida em que às orquestrações e guitarras junta alguma maquinaria. Talvez não tenha tão boas canções, mas para haver certezas ainda terei que deixar o disco «levedar»...

Para além disso, temos o execelente disco de estreia dos Bulllet, mais um projecto de Armando Teixeira (Balla, Da Weasel, Ik Mux, Bizarra Locomotiva e Boris Ex-Machina), que tem uma aventura de espionagem como pano de fundo. A música enceta uma autêntica narrativa sem palavras, que nos transportam às perigosas missões de Vladimir Orlov. É um disco com o charme dos chapéus de aba e com o mistério das noites de nevoeiro...

Finalmente, tenho que referir os discos novos dos Looper, Dot Allison, Vincent Gallo, Lee Hazlewood, Piano Magic e Wire (sim, esses mesmos!), que certamente vão suscitar comentários mais alargados nas minhas próximas intervenções...
Para ficar na memória...
Alinhamento do concerto dos Radiohead
(Lisboa, Coliseu, 22 de Julho, 2002):

Primeira parte
There There
Scatterbrain
Up On The Ladder
We Suck Young Blood
Strangely Enough
I Will
Sail to The Moon
Myxomatosis
A Punch Up At A Wedding

Segunda Parte
I Might Be Wrong
Morning Bell
Karma Police
You & Whose Army?
No Surprises
Dollars & Cents
The National Anthem
Clibing Up The Walls
Pyramid Song
Airbag
Paranoid Android
Ideoteque
Everythig In Its Right Place

Encore
Lift
Street Spirit
The Bends
How To Disappear
Cartaz de Paredes de Coura sofre uma baixa de peso: Múm substituídos por Ras.
Radiohead: Primeira impressão

Fenomenal. Fantástico. Fabuloso. Único. Os Radiohead regressaram a Portugal na noite de segunda-feira, actuando no Coliseu de Lisboa para aquele que foi verdadeiramente o seu primeiro concerto em nome próprio em terras lusas. Dividido em duas partes, o espectáculo de duas horas e meia só deixou de fora o primeiro álbum da banda, marcou o regresso das guitarras e da electricidade a rodos, transbordou de emoção e teve o dom de mostrar os temas novos de forma coerente e cativante. Por isso, caso ainda não tenha um bilhete para um dos próximos quatro concertos no nosso país... implore, rogue, coloque-se de joelhos, convoque uma manifestação para a Portas de Santo Antão e ofereça seis vezes o preço original do bilhete por uma entrada para um desses espectáculos. A loucura vale a pena. É que pode perder um daqueles «concertos de uma vida».

Fonte:DiscoDigital

segunda-feira, 22 de julho de 2002

Four Tet – Pause

Este álbum está incluído na linha das agora denominadas ”indietronicas”. Caracteriza-se pela simplicidade de processos: sons do dia dia reciclados e uma programação electrónica geométrica. Kieran Hebden, mentor do projecto, concebeu um disco de ambientes límpidos, um verdadeiros manjar para os sentidos.

Radiohead! Radiohead! Radiohead!

Já estou em contagem decrescente para o concerto de sexta, dia 26, no coliseu no Porto. Confesso que é uma das minhas bandas de culto. As expectativas estão elevadíssimas!
Há ainda, na primeira parte, um bónus: Four Tet.
Vai ser uma grande noite...