A vida e a música de Lili Boniche, grande expoente da cultura magrebina, neste momento na RTP 2.
domingo, 30 de novembro de 2003
Festival Sons em Trânsito
Retrato da actuação de Kimmo Pohjonen no Público de hoje:
"Há apenas um foco por cima da cadeira em que o acordeonista Kimmo Pohjonen se senta (rodeado por uma gigantesca artilharia de pedais com que manipula o som do acordeão), dando início a uma incessante caçada ao sublime: começa em pequenas deambulações melódicas, repetindo frases, alterando-lhes a cor. (...) Pohjonen escava o acordeão à cata da raiz da destruição e descamba na mais frágil das belezas. (...) Esta é uma música sempre à beira do dilúvio, possuída por uma força negra, uma câmara digital que amplia o horror primordial da folk. Um maremoto digitalizado. O público rende-se, dá-lhe a maior ovação do festival (lado a lado com os Ojos de Brujo), exige um "encore" e depois outro. E Kimmo oferece-lhes "Avanto", o único tema de "Kluster" que parece humano: é a descida às coisas cá de baixo, a apoteótica tranquilidade de uma beleza de cinzas, a devoção à simplicidade de uma melodia. Para casos como os de Pohjonen inventou-se uma palavra: génio. Na categoria "absoluto".
Retrato da actuação de Kimmo Pohjonen no Público de hoje:
"Há apenas um foco por cima da cadeira em que o acordeonista Kimmo Pohjonen se senta (rodeado por uma gigantesca artilharia de pedais com que manipula o som do acordeão), dando início a uma incessante caçada ao sublime: começa em pequenas deambulações melódicas, repetindo frases, alterando-lhes a cor. (...) Pohjonen escava o acordeão à cata da raiz da destruição e descamba na mais frágil das belezas. (...) Esta é uma música sempre à beira do dilúvio, possuída por uma força negra, uma câmara digital que amplia o horror primordial da folk. Um maremoto digitalizado. O público rende-se, dá-lhe a maior ovação do festival (lado a lado com os Ojos de Brujo), exige um "encore" e depois outro. E Kimmo oferece-lhes "Avanto", o único tema de "Kluster" que parece humano: é a descida às coisas cá de baixo, a apoteótica tranquilidade de uma beleza de cinzas, a devoção à simplicidade de uma melodia. Para casos como os de Pohjonen inventou-se uma palavra: génio. Na categoria "absoluto".
sexta-feira, 28 de novembro de 2003
Fiel Garvie - leave me out of this
Imagine-se uma guitarra, um baixo e vozes que parecem combinar, na perfeição,
características tão peculiares como são as de projectos como Cocteau Twins, Bjork, Lush, This Mortal Coil ou The Delgados.
Pois...
Como resultado, surge um álbum fantástico!
Anne Reekie, Emma Corlett, Greg MacDermott, Adam Green e Jude Bugden são os cinco elementos dos ingleses Fiel Garvie. Em 1996 editaram o primeiro single de título "glass faced warrior", single esse que seria o primeiro de um conjunto de cinco, antes da publicação do primeiro álbum de originais, "!Vuka Vuka!".
Agora em 2003, surge este "leave me out of this", que já tem o single "I didn't say" e que, pelo que consegui apurar, não tem distribuição em Portugal.
Pois é...
Há estrelas no céu!
Imagine-se uma guitarra, um baixo e vozes que parecem combinar, na perfeição,
Pois...
Como resultado, surge um álbum fantástico!
Anne Reekie, Emma Corlett, Greg MacDermott, Adam Green e Jude Bugden são os cinco elementos dos ingleses Fiel Garvie. Em 1996 editaram o primeiro single de título "glass faced warrior", single esse que seria o primeiro de um conjunto de cinco, antes da publicação do primeiro álbum de originais, "!Vuka Vuka!".
Agora em 2003, surge este "leave me out of this", que já tem o single "I didn't say" e que, pelo que consegui apurar, não tem distribuição em Portugal.
Pois é...
Há estrelas no céu!
Mary Harron é a realizadora canadiana de American Psycho (2000) e Mark Plati o arquitecto desta banda sonora moderna e eclética.
Dope - You spin me round
Bateman e John Cale - Introductory monologue
David Bowie - Something in the air
The Cure - Watching me fall (remix de Underdog dos Massive Attack)
New Order - True faith
Bateman e John Cale - Monologue 2
Daniel Ash e Adrian Utley dos Portishead - Trouble
Eric B and Rakim - Paid in full (remix de Coldcut)
Tom Tom Club - Who feelin' it
Bateman e M.K Mynarski - Monologue 3
Information Society - What's on your mind
M/A/R/R/S - Pump up the volume
The Racket - paid in full (Remix)
Bateman - Monologue 4
quinta-feira, 27 de novembro de 2003
Micromars é um projecto do norueguês Christer Andre Jensen. Com o lançamento de metro (2000), segundo álbum de originais, conquistou a simpatia e o reconhecimento daqueles que vêem na produção sonora de base electrónica uma forma de estar na música. De facto, o conjunto de canções que Jensen nos propõe sintetizam uma peculiar forma de actualizar nuances antigas para orquestrações características do presente musical.
Muito recomendável para quem vê na melodia um objectivo de cada disco!
quarta-feira, 26 de novembro de 2003
Fausto - a ópera mágica do cantor maldito
É um dos discos que aguardo ouvir com mais ansiedade.
Carlos Fausto Bordalo Dias é, para mim, um dos expoentes máximos da música portuguesa. Com a sua música, aprendi muito sobre esta universalidade que é ser português... sobre a saudade.
Cada edição de Fausto é uma festa porque rara. Desde as "Crónicas da Terra Ardente", ou seja, desde 1994 que Fausto não editava!
"A ópera do cantor maldito" tem, como nomes convidados, João Afonso e Amélia Muge e "Adeus Orelhas-de-Abano" é uma das canções deste novo trabalho que, pelo seu título, despertou a minha atenção.
É um dos discos que aguardo ouvir com mais ansiedade.
Carlos Fausto Bordalo Dias é, para mim, um dos expoentes máximos da música portuguesa. Com a sua música, aprendi muito sobre esta universalidade que é ser português... sobre a saudade.
Cada edição de Fausto é uma festa porque rara. Desde as "Crónicas da Terra Ardente", ou seja, desde 1994 que Fausto não editava!
"A ópera do cantor maldito" tem, como nomes convidados, João Afonso e Amélia Muge e "Adeus Orelhas-de-Abano" é uma das canções deste novo trabalho que, pelo seu título, despertou a minha atenção.
terça-feira, 25 de novembro de 2003
Donna Regina é um grupo musical muito discreto que integra a humilde Karaoke Kalk.
Embora as suas origens se situem no rebuliço de Colónia, a sua música transporta uma agradável sensação de paz. A base instrumental é a recorrente electrónica, aparecendo, pontualmente, o som de guitarras que recordam ambientes musicais da década de 50.
É no equílibrio entre sons genuinamente actuais e salpicos nostálgicos que emerge a voz dócil e madura de Regina Janssen.
A minha sugestão para entender e sorver as propostas dos Donna Regina é recuar a 1994 e ouvir calmamente Lazing away. Depois a curiosidade tranforma-se em desejo!
domingo, 23 de novembro de 2003
Jack Planck - to hell with you, I'll make my own people
A música de Jack Planck (ou Jacknife Lee) transporta-nos para formas de estar perante a música de dança que já mereceram abordagens de grandes nomes: Herbert, Dimitri from Paris ou Kid Loco.
Mas é em Dj Shadow que encontramos mais semelhanças...
A música de Jack Planck (ou Jacknife Lee) transporta-nos para formas de estar perante a música de dança que já mereceram abordagens de grandes nomes: Herbert, Dimitri from Paris ou Kid Loco.
Mas é em Dj Shadow que encontramos mais semelhanças...
sexta-feira, 21 de novembro de 2003
Sons em Trânsito 2003
Um cartaz de luxo!
Ontem,
At-Tambur
Cantautores
Hoje, sexta
Cibelle
(na foto)
Amanhã, sábado
Ojos de Brujo
Quinta, dia 27
Manecas Costa
Sexta, dia 28
Kimmo Pohjonen
Sábado, dia 29
Susheela Raman
The Klezmatics
Domingo, dia 30
Mari Boine
World Music Dj Session >> com Raquel Bulha (Antena 3) e Luís Rei (Crónicas da Terra).
Um cartaz de luxo!
Ontem,
At-Tambur
Cantautores
Hoje, sexta
Cibelle
(na foto)
Amanhã, sábado
Ojos de Brujo
Quinta, dia 27
Manecas Costa
Sexta, dia 28
Kimmo Pohjonen
Sábado, dia 29
Susheela Raman
The Klezmatics
Domingo, dia 30
Mari Boine
World Music Dj Session >> com Raquel Bulha (Antena 3) e Luís Rei (Crónicas da Terra).
terça-feira, 18 de novembro de 2003
Hoje vieram-me à memória momentos de vários filmes de Wim Wenders.
Por entre imagens e esboços de cenas perdidas no tempo acabei por saciar esta ânsia, aconchegando-me no tão característico lado musical daquele realizador alemão.
Aproveitei para recordar a voz de Mila Jovovich e a versatilidade experimental dos U2 em the million dollar hotel.
Alla Polacca or Stowaways - why not you?
Caro Rodrigo,
Já não sei o que dizer...
Sinto espanto mas, ao mesmo tempo, isto é contraditório. Contraditório porque, depois do que a tua Borland já nos ofereceu, é impossível ficarmos espantados quando algo de novo surge. Mas, a verdade é que, a cada edição, a Borland surpreende... e continua a surpreender.
"why not you?" é o título da 11ª edição da Borland - um duplo cd que junta, ao jeito split, Alla Polacca e Stowaways.
E que interessante que é este projecto: os Stowaways! Irrequieto, ele desconcerta-nos... desperta o lado insano que há em cada um de nós; tal qual faz Bregovic.
E os teus Alla Polacca... bem. Onde querem chegar? É espantosa a versatilidade que imprimem na vossa música!
Mais uma vez, provaste (se é que era necessário provar o que quer que fosse) o imenso bom gosto que o teu projecto editorial possui! A vários níveis. Desde logo o musical, juntando numa só edição dois dos projectos mais interessantes da actualidade musical nacional... mas também ao nível gráfico. Aliás, no que a grafismo se refere, as edições da Borland são produto para coleccionador. Cada uma significa uma peça única onde o grafismo se alia de forma absolutamente esplendorosa à embalagem.
Keep going!
Parabéns, Rodrigo.
PS1 - curioso o mundo para o qual esta edição nos transporta! Imagine-se um anel gigante que, tal qual uma teia, envolve o mundo inteiro. Este anel de correspondência romântica, serve senhoras e cavalheiros que se sentem sós e que, através desta sociedade de amizade por carta, pretendem abandonar a solidão em que se encontram.
(...) We have made THOUSANDS of lonely people happy: WHY NOT YOU?
O convite fica feito em forma de formulário destacável por picotado onde o(a) interessado(a) dão a conhecer alguns dos seus dados pessoais: nome, morada, idade sexo, peso, altura, cor dos olhos e cabelo, etc.
PS2 - este duplo cd está à venda pelo preço INCRÍVEL de 13 euros! Basta enviar um mail para bor_land@hotmail.com.
Caro Rodrigo,
Já não sei o que dizer...
Sinto espanto mas, ao mesmo tempo, isto é contraditório. Contraditório porque, depois do que a tua Borland já nos ofereceu, é impossível ficarmos espantados quando algo de novo surge. Mas, a verdade é que, a cada edição, a Borland surpreende... e continua a surpreender.
E que interessante que é este projecto: os Stowaways! Irrequieto, ele desconcerta-nos... desperta o lado insano que há em cada um de nós; tal qual faz Bregovic.
E os teus Alla Polacca... bem. Onde querem chegar? É espantosa a versatilidade que imprimem na vossa música!
Mais uma vez, provaste (se é que era necessário provar o que quer que fosse) o imenso bom gosto que o teu projecto editorial possui! A vários níveis. Desde logo o musical, juntando numa só edição dois dos projectos mais interessantes da actualidade musical nacional... mas também ao nível gráfico. Aliás, no que a grafismo se refere, as edições da Borland são produto para coleccionador. Cada uma significa uma peça única onde o grafismo se alia de forma absolutamente esplendorosa à embalagem.
Keep going!
Parabéns, Rodrigo.
PS1 - curioso o mundo para o qual esta edição nos transporta! Imagine-se um anel gigante que, tal qual uma teia, envolve o mundo inteiro. Este anel de correspondência romântica, serve senhoras e cavalheiros que se sentem sós e que, através desta sociedade de amizade por carta, pretendem abandonar a solidão em que se encontram.
(...) We have made THOUSANDS of lonely people happy: WHY NOT YOU?
O convite fica feito em forma de formulário destacável por picotado onde o(a) interessado(a) dão a conhecer alguns dos seus dados pessoais: nome, morada, idade sexo, peso, altura, cor dos olhos e cabelo, etc.
PS2 - este duplo cd está à venda pelo preço INCRÍVEL de 13 euros! Basta enviar um mail para bor_land@hotmail.com.
domingo, 16 de novembro de 2003
John Coltrane - blue train
1957 é o ano da edição deste "blue train" de John Coltrane.
1957!
O piano e o sax são quem decide se se caminha nesta ou naquela direcção. O contra-baixo segue-os. Atentamente.
Notável!
PS - aproveitem para espreitar o site oficial. É... singular!
1957 é o ano da edição deste "blue train" de John Coltrane.
1957!
O piano e o sax são quem decide se se caminha nesta ou naquela direcção. O contra-baixo segue-os. Atentamente.
Notável!
PS - aproveitem para espreitar o site oficial. É... singular!
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