Rodrigo Leão e os Mesa estão no top 10 da lista de 2004 proposta pelo editor-chefe (Emmanuel Legrand) da revista norte-americana Billboard.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2005
sexta-feira, 14 de janeiro de 2005
quarta-feira, 12 de janeiro de 2005
Blueprint - chamber music (Novembro, 2004)
Provavelmente estou a ficar fascinado por este álbum...
Fundamental para quem gosta de ganhar tempo com a música e não acha que o perde... neste caso não pode haver pressas na apreciação!
Quanto ao conteúdo...
... tanta coisa homeopaticamente diluída;
belos instrumentos da world music, muito experimentalismo, bom jazz, vozes de rappers e outras vocalizações, a sensação de banda sonora...
terça-feira, 11 de janeiro de 2005
The frenz experiment (1988) é uma recordação excelente do período pós-punk. Este disco, considerado por muito o melhor dos ingleses The Fall é, sem dúvida, portador de uma sonoridade muito própria com o adorno sempre especial na forma como Mark E Smith canta. Canções como frenz, get a hotel, victoria ou hit the north part 1 são autênticos hinos da sua época.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2005
The world is saved, editado em Outubro de 2004, é o último trabalho da sueca Stina Nordenstam. A atmosfera delicada e intimista deste registo, com algumas sequências jazz, tem o seu alicerce na voz introspectiva de Stina, aliada a guitarras discretas, a notas de piano minimalistas e a uma boa dosagem de instrumentação clássica. As belas melodias que atravessam todo o trabalho demonstram que a sabedoria que floresce ao longo do tempo, também serve para polir boas canções.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2005
!!!The Gift - AM/FM (FNAC St.ª Catarina)!!!
No dia 29 de Novembro de 2004, saía o novo álbum de uma das nossas bandas
preferidas, The Gift. Por volta das 16h30, eu e o Joao, sem nada que fazer
na faculdade, resolvemos dar uma volta e, porque não, passar pela loja da
FNAC, na Rua de Sta.Catarina, no Porto, para escutar os novos sons da banda de Alcobaça e mais uma vez perdermo-nos no emaranhado de produtos culturais
que aparentemente elevam o nível daquela rede de lojas.
Dirigimo-nos ao balcao, onde pedimos a um funcionário para ouvir o disco que
ele introduziu no leitor. Ouvimos e a certa altura tivemos que sair por
razões de tempo. Deixámos a caixa pousada no balcao e, obviamente, o cd no
leitor. Foi nesse momento que se dirigiram a nós dois amáveis funcionários
da empresa de segurança que a FNAC contratou para nos proteger dos larápios e proteger os sagrados bens culturais das maos hábeis dos gatunos; a
S.O.V.
O alarme soara, portanto fomos gentilmente conduzidos, por entre os consumidores de cultura, até um local longe dos olhares dos transeuntes.
Estávamos num espaço pequeno: eu,o Joao, o Senhor Segurança Pedro Coelho e o; por este último intitulado; Chefe de Segurança da FNAC.
-Dá cá os cd's! - ordenou o Chefe da Segurança.
-Eu nao tenho nenhum cd? - respondi, sem perceber bem o que se passava.
-Tira a roupa! - ordenou mais uma vez o Chefe da Segurança, num tom agressivo.
O Senhor Segurança Pedro Coelho observava.
-Só o faço na presença de um agente da autoridade. - respondi.
De imediato as faces dos dois seguranças se encheram de raiva. O Líder disse:
-AI QUERES A POLÍCIA, É?
-Quero! - respondi, despindo o blusao que tinha vestido e atirando-o para o chao que, num lugar tao pequeno, acabou obviamente por atingir ligeiramente o Chefe da Segurança. E pronto. O meu acto foi considerado uma agressao e de imediato senti os socos do Senhor Pedro Coelho no meu rosto. Ao mesmo tempo, o meu amigo Joao perguntava como era possível aquilo estar a acontecer. Fui atirado para um elevador de cargas pelo Senhor Pedro Coelho que me apertou o pescoço, empurrando-me contra a parede e prosseguindo a tarefa de me socar a cara. Eu continuei a dizer:
-Eu nao roubei cd nenhum!
-Isso agora nao interessa nada, se roubaste ou nao! Tu agrediste o meu chefe e vais pagar por isso! - foi a resposta do Senhor Pedro Coelho.
Fui levado para o quarto andar do edifício, para uma sala frequentada por
seguranças e funcionários da FNAC, com uma entrada para um armazém. Ao passar por um dos funcionários, empurrado pelo Senhor Pedro Coelho, pedi:
-Chame a Polícia, por favor. Foi-me respondido:
-Eu é que te f!dia, se pudesse! O Senhor Pedro Coelho, segurança contratado pela FNAC - empresa oportunamente chamada S.O.V. sentou-me num sofá e prosseguiu com os socos. Olhou-me nos olhos e disse:
-Fixa bem a minha cara, eu até posso perder o emprego mas hei-de te apanhar
no Porto e matar-te! E deu-me mais alguns socos.
Entretanto trouxeram o meu amigo Joao que também havia sido agredido na cara pelo Chefe da Segurança, quando tentara chamar a atençao de duas funcionárias da FNAC para a situaçao, fora completamente ignorado e tentara entao abrir a porta(passível de ser aberta apenas de forma electrónica) para chamar a atençao dos clientes que passavam na parte comercial. Sem sucesso.
O meu amigo chamou entao a Polícia através do 112. A Polícia já tinha sido chamada pelos seguranças para nos acusar de furto. Ficámos a espera, rigorosamente vigiados. Durante o tempo todo em que fui agredido, passaram pelo local funcionários da FNAC, alguns riram-se, outros ignoraram, alguns
>espreitavam do armazém em busca de diversao. A Polícia chegou e foi convidada pelo Chefe da Segurança, de mao no ombro do agente da autoridade, a entrar no gabinete só depois fomos chamados.
Devidamente revistados, nao encontraram absolutamente indício nenhum de furto.
-A acusaçao de furto está completamente posta de parte. disse um dos polícias.
Prosseguiu:
-Podemos deixar as coisas como estao, ou...
-Nao, nao, eu quero apresentar queixa. - respondi de pronto.
E pronto. Depois, demos o nosso depoimento aos agentes da PSP que nao anotaram quase nada e que nos aconselharam a apresentar queixa apenas tres dias depois, ou seja, quando as marcas da agressao estivessem já muito menos visíveis. Nao seguimos o conselho, fomos ao hospital e a outra esquadra onde apresentámos queixa. No dia seguinte, em resposta à RTP, a FNAC negou que se tivesse passado algum destes factos. Nao falou em averiguaçoes, nem inquéritos internos, nao me ouviu nem ao meu amigo.
Ouviu os seguranças e concluiu: não houve nada.
Tenho hematomas na cabeça, na face, marcas de unhas no pescoço, o lábio ferido, dói-me as costas e o maxilar.
Nunca durante o tempo todo respondemos a alguma das agressoes. As agressoes passaram-se no dia 28 de Novembro de 2004, data de lançamento do «AM FM», por volta das 17h15. Obviamente que o álbum dos Gift entra na história por pura coincidencia. Porque dois jovens apreciadores de música, ansiosos por ouvirem o novo álbum de uma das suas bandas preferidas, acabaram por ser violentamente agredidos por um crime que; de forma comprovada pela Polícia; nao cometeram. Acho que é bom que se conheçam estes casos. Na esquadra, os polícias admitiram que nao é a primeira nem a segunda vez que um caso semelhante acontece naquela loja da FNAC.
Peço a vossa compreensao e apoio, acima de tudo para aqueles que foram obrigados a ficar calados por nao terem os meios ao seu alcance. Acima de tudo, em nome de todos aqueles que possam vir a passar pelo mesmo.
Obrigado.
Marco André Gomes Lopes
Tlmv: 966186754
Tiago Alves
No dia 29 de Novembro de 2004, saía o novo álbum de uma das nossas bandas
preferidas, The Gift. Por volta das 16h30, eu e o Joao, sem nada que fazer
na faculdade, resolvemos dar uma volta e, porque não, passar pela loja da
FNAC, na Rua de Sta.Catarina, no Porto, para escutar os novos sons da banda de Alcobaça e mais uma vez perdermo-nos no emaranhado de produtos culturais
que aparentemente elevam o nível daquela rede de lojas.
Dirigimo-nos ao balcao, onde pedimos a um funcionário para ouvir o disco que
ele introduziu no leitor. Ouvimos e a certa altura tivemos que sair por
razões de tempo. Deixámos a caixa pousada no balcao e, obviamente, o cd no
leitor. Foi nesse momento que se dirigiram a nós dois amáveis funcionários
da empresa de segurança que a FNAC contratou para nos proteger dos larápios e proteger os sagrados bens culturais das maos hábeis dos gatunos; a
S.O.V.
O alarme soara, portanto fomos gentilmente conduzidos, por entre os consumidores de cultura, até um local longe dos olhares dos transeuntes.
Estávamos num espaço pequeno: eu,o Joao, o Senhor Segurança Pedro Coelho e o; por este último intitulado; Chefe de Segurança da FNAC.
-Dá cá os cd's! - ordenou o Chefe da Segurança.
-Eu nao tenho nenhum cd? - respondi, sem perceber bem o que se passava.
-Tira a roupa! - ordenou mais uma vez o Chefe da Segurança, num tom agressivo.
O Senhor Segurança Pedro Coelho observava.
-Só o faço na presença de um agente da autoridade. - respondi.
De imediato as faces dos dois seguranças se encheram de raiva. O Líder disse:
-AI QUERES A POLÍCIA, É?
-Quero! - respondi, despindo o blusao que tinha vestido e atirando-o para o chao que, num lugar tao pequeno, acabou obviamente por atingir ligeiramente o Chefe da Segurança. E pronto. O meu acto foi considerado uma agressao e de imediato senti os socos do Senhor Pedro Coelho no meu rosto. Ao mesmo tempo, o meu amigo Joao perguntava como era possível aquilo estar a acontecer. Fui atirado para um elevador de cargas pelo Senhor Pedro Coelho que me apertou o pescoço, empurrando-me contra a parede e prosseguindo a tarefa de me socar a cara. Eu continuei a dizer:
-Eu nao roubei cd nenhum!
-Isso agora nao interessa nada, se roubaste ou nao! Tu agrediste o meu chefe e vais pagar por isso! - foi a resposta do Senhor Pedro Coelho.
Fui levado para o quarto andar do edifício, para uma sala frequentada por
seguranças e funcionários da FNAC, com uma entrada para um armazém. Ao passar por um dos funcionários, empurrado pelo Senhor Pedro Coelho, pedi:
-Chame a Polícia, por favor. Foi-me respondido:
-Eu é que te f!dia, se pudesse! O Senhor Pedro Coelho, segurança contratado pela FNAC - empresa oportunamente chamada S.O.V. sentou-me num sofá e prosseguiu com os socos. Olhou-me nos olhos e disse:
-Fixa bem a minha cara, eu até posso perder o emprego mas hei-de te apanhar
no Porto e matar-te! E deu-me mais alguns socos.
Entretanto trouxeram o meu amigo Joao que também havia sido agredido na cara pelo Chefe da Segurança, quando tentara chamar a atençao de duas funcionárias da FNAC para a situaçao, fora completamente ignorado e tentara entao abrir a porta(passível de ser aberta apenas de forma electrónica) para chamar a atençao dos clientes que passavam na parte comercial. Sem sucesso.
O meu amigo chamou entao a Polícia através do 112. A Polícia já tinha sido chamada pelos seguranças para nos acusar de furto. Ficámos a espera, rigorosamente vigiados. Durante o tempo todo em que fui agredido, passaram pelo local funcionários da FNAC, alguns riram-se, outros ignoraram, alguns
>espreitavam do armazém em busca de diversao. A Polícia chegou e foi convidada pelo Chefe da Segurança, de mao no ombro do agente da autoridade, a entrar no gabinete só depois fomos chamados.
Devidamente revistados, nao encontraram absolutamente indício nenhum de furto.
-A acusaçao de furto está completamente posta de parte. disse um dos polícias.
Prosseguiu:
-Podemos deixar as coisas como estao, ou...
-Nao, nao, eu quero apresentar queixa. - respondi de pronto.
E pronto. Depois, demos o nosso depoimento aos agentes da PSP que nao anotaram quase nada e que nos aconselharam a apresentar queixa apenas tres dias depois, ou seja, quando as marcas da agressao estivessem já muito menos visíveis. Nao seguimos o conselho, fomos ao hospital e a outra esquadra onde apresentámos queixa. No dia seguinte, em resposta à RTP, a FNAC negou que se tivesse passado algum destes factos. Nao falou em averiguaçoes, nem inquéritos internos, nao me ouviu nem ao meu amigo.
Ouviu os seguranças e concluiu: não houve nada.
Tenho hematomas na cabeça, na face, marcas de unhas no pescoço, o lábio ferido, dói-me as costas e o maxilar.
Nunca durante o tempo todo respondemos a alguma das agressoes. As agressoes passaram-se no dia 28 de Novembro de 2004, data de lançamento do «AM FM», por volta das 17h15. Obviamente que o álbum dos Gift entra na história por pura coincidencia. Porque dois jovens apreciadores de música, ansiosos por ouvirem o novo álbum de uma das suas bandas preferidas, acabaram por ser violentamente agredidos por um crime que; de forma comprovada pela Polícia; nao cometeram. Acho que é bom que se conheçam estes casos. Na esquadra, os polícias admitiram que nao é a primeira nem a segunda vez que um caso semelhante acontece naquela loja da FNAC.
Peço a vossa compreensao e apoio, acima de tudo para aqueles que foram obrigados a ficar calados por nao terem os meios ao seu alcance. Acima de tudo, em nome de todos aqueles que possam vir a passar pelo mesmo.
Obrigado.
Marco André Gomes Lopes
Tlmv: 966186754
Tiago Alves
quarta-feira, 29 de dezembro de 2004
Women of mali - the wassoulou sound (2003) é um disco que carrega a magia rural da África Ocidental e que bem pode servir de propulsor para um arranque feliz do novo ano que se avizinha.
Mulheres da região Wassoulou, Mali, libertam a sua impressionante e genuína alegria neste trabalho de múltiplas vozes.
the 1991 compilation that put Wassoulou on the world-music map
...sobre o que ouvi em 2004...
e sendo sempre complicado e algo ingrato fazer uma classificação dos melhores discos do ano, prefiro optar pela construção de um quadro de referências, sem qualquer ordem de preferência. Apenas experimento vestir a pele de um stôr de província, quando dou os diferentes títulos a cada um dos subgrupos de discos. Não por basear-me numa profunda análise de cada um dos cd's (não estive a ouvir exaustivamente todos os álbuns enunciados para escrever este texto) mas antes, pelo gosto pessoal, sensações e ideias das primeiras audições de cada disco e audições subsequentes (daqueles que efectivamente me cativaram os ouvidos e todo o resto - alguns conseguiram-no!).
Excelentes:
Bebel Gilberto - Bebel Gilberto
Air - Walkie Talkie
(Marc Collin - Nouvelle Vague) - Nouvelle Vague
The Arcade Fire - Funeral
Destroyer - Your Blues
Max Richter - The Blue Notebooks
Muito Bons:
The Album Leaf - In a Safe Place
Pink Martini - Hang on Little Tomato
Björk - Médulla
Kings of Convenience - Riot on an Empty Street
Dani Siciliano - Likes...
Satisfaz Bastante:
I Monster - Neveroddoreven
Múm - Summer Make Good
Lambchop - Aw C'mon/No You C'mon
Devendra Banhart - Rejoicing in the Hands
Erlend Oye - DJ Kicks
!!! - Louden up Now
TV on the Radio - Desperate Youth, Blood Thirsty Babes
PJ Harvey - Uh Huh Her
Post Industrial Boys - Post Industrial Boys
Tortoise - It´s All Around You
Satisfaz +:
Interpol - Antics
Einstürzende Neubauten - Perpetuum Mobile
Sonic Youth - Sonic Nurse
Wilco - A Ghost is Born
Lali Puna - Faking the Books
Piano Magic - The Troubled Sleep of Piano Magic
Mice Parade - Obrigado Saudade
Ani di Franco - Educated Guess
The Go Find - Miami
Elizabeth Anka Vajagic - Stand with the Stillness of this Day
Magnetic Fields - I
Espers - Espers
Clinic - Winchester Cathedral
The Walkmen - Bows and Arrows
The Streets - A Grand don't Come for Free
DJ Signify - Sleep no More
Solvent - Apples and Synthesizers
The Castanets - Cathedral
Bark Psychosis - Codename Dustsucker
Mirah - C'mon Miracle
Beach Boys - Pet Sounds
Animal Collective - Sung Tongs
Woven Hand - Consider the Birds
Rufus Wainwright - Want 2
Naomi - Pappelalee
Satisfez assim-assim e por vezes não satisfez:
Morrissey - You are the Quarry
The Cure - The Cure
Badly Drawn Boy - One Plus One is One
Zero 7 - When it Falls
Perry Blake - Songs for Someone
Outros Sons:
Antologia da Música Electrónica Portuguesa
Black Dice - Creature Comforts
Philip Jeck - 7
Skyphone - Fabula
Califone - Heron King Blues
Disco que mais ouvi:
Isan - Meet Next Life
e sendo sempre complicado e algo ingrato fazer uma classificação dos melhores discos do ano, prefiro optar pela construção de um quadro de referências, sem qualquer ordem de preferência. Apenas experimento vestir a pele de um stôr de província, quando dou os diferentes títulos a cada um dos subgrupos de discos. Não por basear-me numa profunda análise de cada um dos cd's (não estive a ouvir exaustivamente todos os álbuns enunciados para escrever este texto) mas antes, pelo gosto pessoal, sensações e ideias das primeiras audições de cada disco e audições subsequentes (daqueles que efectivamente me cativaram os ouvidos e todo o resto - alguns conseguiram-no!).
Excelentes:
Bebel Gilberto - Bebel Gilberto
Air - Walkie Talkie
(Marc Collin - Nouvelle Vague) - Nouvelle Vague
The Arcade Fire - Funeral
Destroyer - Your Blues
Max Richter - The Blue Notebooks
Muito Bons:
The Album Leaf - In a Safe Place
Pink Martini - Hang on Little Tomato
Björk - Médulla
Kings of Convenience - Riot on an Empty Street
Dani Siciliano - Likes...
Satisfaz Bastante:
I Monster - Neveroddoreven
Múm - Summer Make Good
Lambchop - Aw C'mon/No You C'mon
Devendra Banhart - Rejoicing in the Hands
Erlend Oye - DJ Kicks
!!! - Louden up Now
TV on the Radio - Desperate Youth, Blood Thirsty Babes
PJ Harvey - Uh Huh Her
Post Industrial Boys - Post Industrial Boys
Tortoise - It´s All Around You
Satisfaz +:
Interpol - Antics
Einstürzende Neubauten - Perpetuum Mobile
Sonic Youth - Sonic Nurse
Wilco - A Ghost is Born
Lali Puna - Faking the Books
Piano Magic - The Troubled Sleep of Piano Magic
Mice Parade - Obrigado Saudade
Ani di Franco - Educated Guess
The Go Find - Miami
Elizabeth Anka Vajagic - Stand with the Stillness of this Day
Magnetic Fields - I
Espers - Espers
Clinic - Winchester Cathedral
The Walkmen - Bows and Arrows
The Streets - A Grand don't Come for Free
DJ Signify - Sleep no More
Solvent - Apples and Synthesizers
The Castanets - Cathedral
Bark Psychosis - Codename Dustsucker
Mirah - C'mon Miracle
Beach Boys - Pet Sounds
Animal Collective - Sung Tongs
Woven Hand - Consider the Birds
Rufus Wainwright - Want 2
Naomi - Pappelalee
Satisfez assim-assim e por vezes não satisfez:
Morrissey - You are the Quarry
The Cure - The Cure
Badly Drawn Boy - One Plus One is One
Zero 7 - When it Falls
Perry Blake - Songs for Someone
Outros Sons:
Antologia da Música Electrónica Portuguesa
Black Dice - Creature Comforts
Philip Jeck - 7
Skyphone - Fabula
Califone - Heron King Blues
Disco que mais ouvi:
Isan - Meet Next Life
quinta-feira, 23 de dezembro de 2004
sábado, 18 de dezembro de 2004
Living on the Edge (2004) é mais uma aventura lounge, à semelhança de colectâneas com o selo Hotel Costes, do DJ Stéphane Pompougnac.
Neste tipo de trabalhos torna-se nítido como o conceito de design já é mais um ingrediente na produção musical actual... minimalismo na habitação com pinceladas electro lounge!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2004
um trágico grande álbum deste ano de 2004, que de certo figurará no topo de muitos top´s do planeta sonoro. Win e Will Butler, Régine Chassagne, Richard Parry, Tim Kingsbury formam os The Arcade Fire e Funeral é o título do disco que anda por aí (e aqui), há já alguns meses. E assim continuará, porque é diferente de todos outros...
Antony and The Johnsons vai(ão) regressar em Fevereiro de 2005, com um segundo trabalho de longa duração, I am a Bird Now. Eis o alinhamento do disco:
Hope There's Someone
My Lady Story
For Today I Am A Boy
Man is the Baby
You Are My Sister
What Can I Do?
Fistfull of Love
Spiralling
Free at Last
Bird Girl
Será que alguém vai querer ouvir?!...
quarta-feira, 15 de dezembro de 2004
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
«Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais.»
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
«É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais».
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
«Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi...» E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais ?
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.
Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
«Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
«É o vento, e nada mais.»
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
«Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»
Disse-me o corvo, «Nunca mais».
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome «Nunca mais».
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos ? mortais
Todos ? todos lá se foram. Amanhã também te vais».
Disse o corvo, «Nunca mais».
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
«Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este «Nunca mais».
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele «Nunca mais».
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
«Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».
«Profeta», disse eu, «profeta ? ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».
«Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. «Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!
o corvo, Allan Poe, Pessoa e Max Richter...
...shadow journal (The Blue Notebooks (fat cat, 2004)), em audição...
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
«Uma visita», eu me disse, «está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais.»
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
«É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais».
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
«Senhor», eu disse, «ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi...» E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais ?
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.
Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
«Por certo», disse eu, «aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.»
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
«É o vento, e nada mais.»
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais.
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
«Tens o aspecto tosquiado», disse eu, «mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.»
Disse-me o corvo, «Nunca mais».
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome «Nunca mais».
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, «Amigo, sonhos ? mortais
Todos ? todos lá se foram. Amanhã também te vais».
Disse o corvo, «Nunca mais».
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
«Por certo», disse eu, «são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este «Nunca mais».
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele «Nunca mais».
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
«Maldito!», a mim disse, «deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».
«Profeta», disse eu, «profeta ? ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».
«Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!, eu disse. «Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!»
Disse o corvo, «Nunca mais».
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sombra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!
o corvo, Allan Poe, Pessoa e Max Richter...
...shadow journal (The Blue Notebooks (fat cat, 2004)), em audição...
Três cores, materializadas em três filmes, que motivam visitas a sentimentos convergentes...
Três bandas sonoras que servem para exprimir musicalmente esses mesmos sentimentos.
Uma boa recordação para esta época do ano!
recomendo a todos a leitura deste bom blog musical, escrito por um puto, cujo texto dos 20 anos do nascimento dos This Mortal Coil, é um dos mais completos, que já li sobre aqueles extra-galácticos...
terça-feira, 14 de dezembro de 2004
com uma internet mais lenta que o Paulo Almeida, perco-me no horizonte laranja acastanhado do fundo do Intervenções e rococós do guarda-fatos, enquanto o outonal frio é quebrado pelo veludo sonoro de happy like an autumn tree, o mais recente trabalho do quarteto francês Cyann & Ben (locust music, 2004). shoegazer macio, guitarras suspensas, audição em bolhas de melodia, como de beleza, as esferas de sabão sopradas pela criança...
segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
Frauleinwunder é uma colectânea, editada em 2003, que tem a particularidade de ter presenças femininas que já trabalharam com os alemães De-Phazz.
A mistura dos ritmos bossa nova com as vozes new pop de Barbara Lahr, Pat Appleton e Rosanna Tavares criam fantásticas correntes musicais típicas de certas nuances downtempo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)