Oh Sombra!
Como aquel que en soñar gusto recibe,
su gusto procediendo de locura,
así el imaginar con su figuravanamente su gozo en mí concibe.
Otro bien en mí, triste, no se escribe,
si no es aquel que en mi pensar procura;
de cuanto ha sido hecho en mi ventura
lo sólo imaginado es lo que vive.
Teme mi corazón de ir adelante,
viendo estar su dolor puesto en celada;
y así revuelve atrás en un instante
a contemplar su gloria ya pasada.
¡Oh sombra de remedio inconstante,
ser en mí lo mejor lo que no es nada!
Juan Boscán (1490 - 1542) (poeta castelhano)
poema em inglês
sexta-feira, 30 de abril de 2004
e se toda a música tivesse de ser chamas, toda a música seria como o Synthstatic dos Skywave…
são guitarras incendiadas, shoegazer visceral em pirólise, turbilhando tsunamis, majestosos baixos fumegantes, Daniel Ash e Robin Guthrie passeiam por aqui, dreampop levantando aquelas atmosferas cor-de-rosa, que nos envolvem ao ouvirmos The Jesus & Mary Chain, Love & Rockets, My Bloody Valentine e sobretudo, The Chameleons (nothing left to say, life to take your hand e o hino, over and over…)… 14 faixas ardentes, catapulta para a fogueira sonora dos anos 80, em que ainda eramos meninos…
saiu em 2003, na Blisscent Records/ Allison
são guitarras incendiadas, shoegazer visceral em pirólise, turbilhando tsunamis, majestosos baixos fumegantes, Daniel Ash e Robin Guthrie passeiam por aqui, dreampop levantando aquelas atmosferas cor-de-rosa, que nos envolvem ao ouvirmos The Jesus & Mary Chain, Love & Rockets, My Bloody Valentine e sobretudo, The Chameleons (nothing left to say, life to take your hand e o hino, over and over…)… 14 faixas ardentes, catapulta para a fogueira sonora dos anos 80, em que ainda eramos meninos…
saiu em 2003, na Blisscent Records/ Allison
quinta-feira, 29 de abril de 2004
Magnus Carlsson é o vocalista que lidera e carrega as influências do suecos Weeping Willows. Em 1997 começaram uma carreira onde revelaram aproximações à música country ou ao som rockabilly. Passados sete anos editam o quinto trabalho (Março de 2004) com a designação presence.
Neste álbum o epicentro musical revela um rock sentimental onde a voz de Carlsson percorre magistralmente o universo Morrissey/Smiths. Pontualmente, Ian McCulloch ou Dave Gahan também parecem querer juntar-se a Morrissey!
Espanha vai baixar IVA sobre a música para 4%
A ministra da Cultura espanhola, Carmen Calvo, anunciou esta quinta-feira que o Imposto de Valor Acrescentado (IVA) sobre os produtos musicais vai baixar de 16% para 4%, uma redução que também se reflectirá nos livros, de 4% para 1%, de acordo com o prometido pelo PSOE durante a campanha eleitoral.
::Recortado do DiscoDigital.
A ministra da Cultura espanhola, Carmen Calvo, anunciou esta quinta-feira que o Imposto de Valor Acrescentado (IVA) sobre os produtos musicais vai baixar de 16% para 4%, uma redução que também se reflectirá nos livros, de 4% para 1%, de acordo com o prometido pelo PSOE durante a campanha eleitoral.
::Recortado do DiscoDigital.
Daft Punk - Discovery
Uma boa música não faz um bom disco tal como uma má música não faz um mau disco. No passado recente houve um disco em particular que sofreu devido a um tema infeliz. Para mim, a sua inclusão no álbum só faz sentido porque os autores tinham a consciência de que sem ele o disco seria um fracasso comercial. Ouvi vezes sem conta Discovery dos Daft Punk. É claro que fazia batota, começava sempre a audição no tema dois e quando recomeçava, a casa de partida era, simplesmente, ignorada. Havia muita coisa que me escapava e por isso me inquietava, muito do que eu abominava musicalmente era repescado em vários momentos do disco: a primeira vez que ouvi a guitarrada de Aerodynamic apeteceu-me rir. O disco tinha uma matriz house clara, contudo, existiam elementos estranhíssimos que remetiam para uma certa estética dos anos 80 que nunca me agradou. Só que simplesmente não conseguia resistir, ouvi vezes sem conta. O que estranhava em Discovery entranhou-se em muito daquilo que actualmente ouço, de forma mais ou menos explicita, desde os Fischersponner até aos mais recentes Scissor Sisters. Os Daft Punk arriscaram muito em Discovery, quase deitaram tudo a perder com um mau tema mas acho que está na altura de revisitar este disco e lhe dar a devida importância. Posso ainda acrescentar um motivo extra, o dvd Interstella 5555. Em colaboração com o japonês Kazuhisa Takenôchi os Daft Punk deram continuidade aos fabulosos vídeos que este produziu para os singles do álbum e transformaram Discovery numa espécie de banda sonora de um musical-anime-sci-fic.
Uma boa música não faz um bom disco tal como uma má música não faz um mau disco. No passado recente houve um disco em particular que sofreu devido a um tema infeliz. Para mim, a sua inclusão no álbum só faz sentido porque os autores tinham a consciência de que sem ele o disco seria um fracasso comercial. Ouvi vezes sem conta Discovery dos Daft Punk. É claro que fazia batota, começava sempre a audição no tema dois e quando recomeçava, a casa de partida era, simplesmente, ignorada. Havia muita coisa que me escapava e por isso me inquietava, muito do que eu abominava musicalmente era repescado em vários momentos do disco: a primeira vez que ouvi a guitarrada de Aerodynamic apeteceu-me rir. O disco tinha uma matriz house clara, contudo, existiam elementos estranhíssimos que remetiam para uma certa estética dos anos 80 que nunca me agradou. Só que simplesmente não conseguia resistir, ouvi vezes sem conta. O que estranhava em Discovery entranhou-se em muito daquilo que actualmente ouço, de forma mais ou menos explicita, desde os Fischersponner até aos mais recentes Scissor Sisters. Os Daft Punk arriscaram muito em Discovery, quase deitaram tudo a perder com um mau tema mas acho que está na altura de revisitar este disco e lhe dar a devida importância. Posso ainda acrescentar um motivo extra, o dvd Interstella 5555. Em colaboração com o japonês Kazuhisa Takenôchi os Daft Punk deram continuidade aos fabulosos vídeos que este produziu para os singles do álbum e transformaram Discovery numa espécie de banda sonora de um musical-anime-sci-fic.
Dandy Warhols: "The Black Album"
Os britânicos Dandy Warhols colocaram o muito falado álbum «perdido», "The Black Album", disponível para download no site oficial da banda.
::Li no cotonete
Os britânicos Dandy Warhols colocaram o muito falado álbum «perdido», "The Black Album", disponível para download no site oficial da banda.
::Li no cotonete
quarta-feira, 28 de abril de 2004
Sonic Youth - a thousand leaves (1998)
Para apresentar os Sonic Youth é preciso recuar ao início da década de oitenta e perceber o salto qualitativo que eles introduziram na música pop/rock! Criaram um modelo de afinação de guitarras. Desenharam autênticos laboratórios sonoros.
Instituíram uma forma de estar na música. Editaram sucessivos trabalhos que a crítica não se atrevia a desvalorizar.
Em thousand leaves tudo isto é verdade. Os poemas cantados são felizes na coabitação com a anti-melodia! A melodia existe. É preciso gostar de descobri-la no meio do encanto experimental e dos sons triturados.
Na penosa síntese final fica sempre a dicotomia entre o experimentalismo abstracto e a construção melódica.
terça-feira, 27 de abril de 2004
e enquanto deambulava pelas anémicas alamedas de Lamaçães, entre as tabágicas fachadas das Enguardas, por Senhora-a-Branca e a despedaçada arquitectura de Braga, mais bela se torna a Arquitectura em Helsínquia…
segunda-feira, 26 de abril de 2004
DJ Signify – “Sleep No More”
Lex, 2004
uma audição primeira, que me torna urgente, já uma segunda e decerto, vai ser um disco para todo o ano, para todos e muitos…hip-hop soturno, intimista, gótico, com laivos sonoros acordando a Ninja Tune, Silent Poets ou Kid Loco…
--- --- ---
Kid Spatula – “Meast”
Planet Mu, 2004
uma rosa-de-ventos de novos sons, num duplo CD fantástico, dum dos pioneiros da nova onda da música electrónica, Mike Paradinas. Uma elegante proposta, do tape-error404.
Lex, 2004
uma audição primeira, que me torna urgente, já uma segunda e decerto, vai ser um disco para todo o ano, para todos e muitos…hip-hop soturno, intimista, gótico, com laivos sonoros acordando a Ninja Tune, Silent Poets ou Kid Loco…
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Kid Spatula – “Meast”
Planet Mu, 2004
uma rosa-de-ventos de novos sons, num duplo CD fantástico, dum dos pioneiros da nova onda da música electrónica, Mike Paradinas. Uma elegante proposta, do tape-error404.
quinta-feira, 22 de abril de 2004
... Música
... Jazz, Nu Jazz, Chill-Out, Downtempo, Easy Listen, Downbeat, Drum'n'Bass, Spoken Word
... Opiniões e devaneios sobre a minha CDteca
...Novo blog Audições.
... Jazz, Nu Jazz, Chill-Out, Downtempo, Easy Listen, Downbeat, Drum'n'Bass, Spoken Word
... Opiniões e devaneios sobre a minha CDteca
...Novo blog Audições.
Em 1999 Tim Robbins realizou o filme cradle will rock, cuja banda sonora integra a música nickel under your foot de PJHarvey.
Nos quase três minutos de duração desta faixa deparamo-nos com um momento divino de rara inspiração...
Obs.: esta música também fez parte do alinhamento que a cantora inglesa levou para as peel sessions em 2000.
Maybe you wonder what it is
Makes people good or bad
Why some guy, an ace without a doubt
Turns out to be a bastard
And the other way about
I'll tell you what I feel
It's just the nickel under the heel
Oh you can live like hearts and flowers
And everyday is a wonderland tour
Oh you can dream and scheme and happily put
And take, take and put
But first be sure
That nickel's under your foot
Go stand on someone's neck while you take him
Cut into somebody's throat as you put
For every dream and scheme, depending on whether
All through the storm
You've kept it warm
That nickel under your foot
And if you're sweet then you'll grow rotten
Your pretty heart covered over with soot
And if for once you're gay and devil-may-care-less
And oh so hot
I'll know you've got
That nickel under your foot
Nos quase três minutos de duração desta faixa deparamo-nos com um momento divino de rara inspiração...
Obs.: esta música também fez parte do alinhamento que a cantora inglesa levou para as peel sessions em 2000.
Maybe you wonder what it is
Makes people good or bad
Why some guy, an ace without a doubt
Turns out to be a bastard
And the other way about
I'll tell you what I feel
It's just the nickel under the heel
Oh you can live like hearts and flowers
And everyday is a wonderland tour
Oh you can dream and scheme and happily put
And take, take and put
But first be sure
That nickel's under your foot
Go stand on someone's neck while you take him
Cut into somebody's throat as you put
For every dream and scheme, depending on whether
All through the storm
You've kept it warm
That nickel under your foot
And if you're sweet then you'll grow rotten
Your pretty heart covered over with soot
And if for once you're gay and devil-may-care-less
And oh so hot
I'll know you've got
That nickel under your foot
Espers – “Espers”
locust music, 2004
para equilibrar as vibrações da audição anterior, uma proposta mais tranquila. Uma mistura de folk britânica e ritmos jazzísticos, resultando numa fantasia sonora medieval, em que guitarras, violinos, harpas, cellos e vozes, apoiados num teclado e percussões macias, caiem como o conforto de um lençol, na garganta da noite…
locust music, 2004
para equilibrar as vibrações da audição anterior, uma proposta mais tranquila. Uma mistura de folk britânica e ritmos jazzísticos, resultando numa fantasia sonora medieval, em que guitarras, violinos, harpas, cellos e vozes, apoiados num teclado e percussões macias, caiem como o conforto de um lençol, na garganta da noite…
Philip Jeck – “7”
Touch, 2004
um som diferente, distante como os asteróides, negro, zumbidos de terramotos, pesadelos uivantes e… o reflexo; outro som, familiar, melodias de vinilos dos anos 40, presas, rodopios distorcidos, que nos cobrem de sombras e nos comem os ouvidos…
são 7 trilhas, dum 7.º álbum do gajo que me roubou a tez, Philip Jeck
Touch, 2004
um som diferente, distante como os asteróides, negro, zumbidos de terramotos, pesadelos uivantes e… o reflexo; outro som, familiar, melodias de vinilos dos anos 40, presas, rodopios distorcidos, que nos cobrem de sombras e nos comem os ouvidos…
são 7 trilhas, dum 7.º álbum do gajo que me roubou a tez, Philip Jeck
quarta-feira, 21 de abril de 2004
Paris...
Acordeão!
Ambiente de fanfarra, trompete, trombone,
contrabaixo... saxofone.
Canções encostadas ao piano e poesia.
Estas são as referências musicais que Benabar faz coabitar no excelente trabalho, editado em 2001, com designação homónima.
o regresso de dois magos, duas vozes soberanas, Devendra e Blixa Bargeld, dois dos maiores deste ano.
penso que já foram aqui referidos pelo Nídio Amado, mas ao ouvi-los e reouvi-los, era impossível deixá-los de destacar…
Devendra Banhart - “Rejoicing in the Hands”
young god, 2004
Einsturzende Neubauten - “Perpetuum Mobile”
mute, 2004
penso que já foram aqui referidos pelo Nídio Amado, mas ao ouvi-los e reouvi-los, era impossível deixá-los de destacar…
Devendra Banhart - “Rejoicing in the Hands”
young god, 2004
Einsturzende Neubauten - “Perpetuum Mobile”
mute, 2004
terça-feira, 20 de abril de 2004
Iggy Pop e Tom Waits a conversar numa mesa de café? coffee and cigarettes
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