quinta-feira, 31 de julho de 2003



Em 2001 Matt Elliot (através do projecto Third Eye Foundation) editava um álbum de remixes com a estranha designação de i poo poo on your juju.
Trata-se de uma introspecção pela electrónica com particular incidência no trip hop, drum'n bass e break beat, através de uma visita de cortesia a Blonde Redhead, Remote Viewer, Faultine, Glanta, Chris Morris, Tarwater e Urchin.
Para além das sequências electrónicas repentinamente presentes surge logo na primeira faixa (la dispute) uma viagem ao piano minimalista de Yann Tiersen. A adição de vozes angélicas em algumas músicas cria um contexto muito ambiental, focando o trabalho num certo contraste que lhe dá equilíbrio com a sempre artificial electrónica.

quarta-feira, 30 de julho de 2003

Lembram-se?!...



Another Sunny Day -
I'm In Love With A Girl
Who Doesn't Know I Exist




The Darling Buds -
Shame on You




Talulah Gosh -
Bringing up Baby




Siouxsie & The Banshees -
Peep Show




Swans - Love will tear us apart

a grandeza musical dos anos 80 também passou por aqui, e é com esmero que ainda hoje guardo as velhinhas K7 de fita de ferro, onde albergo alguns dos sons destes Magos do passado, que me enfeitiçaram há anos...

terça-feira, 29 de julho de 2003





A cada audição descubro um novo recanto... cada recanto introduz uma nova dimensão... a música de Kimmo tem afinidades com os desenhos de Escher.

O vídeo de "Mantis", tema retirado de "Kalmuk":

Real Player Low

Real Player High

Windows Media Player
Marie Claire
Já não nos devemos admirar se virmos na tv a famosa Lili Caneças a recomendar:
- Meninas. Oiçam Koop, Minus 8, Joseph Malik ou The Underwolves... faz bem à pele!
Tudo porque a revista "Marie Claire" criou a banda sonora perfeita para um dia perfeito (pelo menos, assim o defende). E criou-a com a preciosa colaboração da Compost Records/JCR, o que traduzido para linguagem clara, encomendou e a editora encarregou-se de fazer o respectivo encaixe.
Trata-se de uma compilação com 14 propostas que, para além dos nomes já citados, contém ainda De-Phazz, Victor Davies, Jazzanova, Daniel Magg, Les Gammas e Wei Chi.
O que a JCR não sabe é que, com a escolha dos Les Gammas e "outra vida" (com a participação de Nina Miranda) para o fecho do cd, acaba por fazer um trocadilho engraçado para as madames. Diz a música:
- (...) Imagina... outra vida... Imagina...

(Lili Caneças) - Cruzes, credo!

segunda-feira, 28 de julho de 2003

Contra o fim do Ermal
Aqui está uma petição contra o fim do Festival do Ermal. Se quiseres, assina.
Recordações

Unknown pleasures dos Joy Division



e ocean rain dos Echo & The Bunnymen

Desafio ao leitor
Mick Jagger fez 60 anos no passado sábado.
Tenho curiosidade em saber em que pensam quando se fala em Mick Jagger ou nos Rolling Stones.
Aceitam o desafio?
Então, comentem.
Um génio, Kimmo Pohjonen .




Um disco genial... "Kalmuk".



Inclassificável.
É preciso ouvir para sentir...
Ouvir para perceber....

sábado, 26 de julho de 2003

Björk ao vivo com Sigur Ros
Björk vai actuar nos EUA, no próximo mês de Agosto, acompanhada pelos seus compatriotas Sigur Ros, bem como por Bonnie "Prince" Billy, uma das encarnações artísticas de Will Oldham. Os concertos estão marcados para Brooklyn, Nova Iorque, e contarão ainda com a participação do projecto LCD Soundsystem, que este ano se celebrizou com o tema "Losing My Edge", e a quem caberá dar música aos presentes, nos intervalos entre os espectáculos de Björk, Will Oldham e dos Sigur Ros.
notícia:cotonete.iol.pt

sexta-feira, 25 de julho de 2003



Hooverphonic presents Jackie Cane!

É assim que esta banda belga se apresenta no seu último álbum. A postura eminentemente pop de registos anteriores transfigura-se para algo mais musical pop onde as letras assumem uma dimensão mais digna. Com uma nova vocalista, de perfil muito semelhante a Beth Orton, as músicas navegam por estilos que vão desde ambient, trip-hop até à dream pop dos Saint Etienne. Talvez, por isso, a audição deste álbum vale pelo seu conjunto e sequência.
Só no final é que ficamos com a tal impressão musical pop que a capa do disco sugere.
Já ouviram "Viva...!", a "repicagem" de Sam The Kid à música de Carlos Paredes?
Este «miúdo» é um génio.
Segundo o que já consegui ler, Nitin Sawhney deu ontem um grande concerto na Aula Magna.
Para mim, é até difícil escrever sobre este inglês, filho de pais indianos, tal é a empatia que construí com a sua música.
Fiquei desolado quando, na semana passada, percebi que a lotação do Sá da Bandeira estava esgotada (fico com as memórias do ano passado).
Tenho escutado "Human", o seu mais recente álbum, que nos oferece belas canções, tal como havia já acontecido com os anteriores "beyond skin" e "prophesy".
Vozes vindas do céu e uma abordagem às raízes musicais dos seus progenitores que espanta.
O que me espanta negativamente é o facto de "Human" ainda não ter distribuição entre nós! Nitin Sawhney é editado pela V2 e aquele selo não tem, neste momento, representação no nosso país.
Mas... destes factos a roçar a irracionalidade já nós estamos habituados. Os Alpha também já publicaram "stargazing" há alguns meses e só agora começaram a aparecer nas lojas (graças à Sabotage).
Espero que seja por pouco tempo.

quinta-feira, 24 de julho de 2003

O Rui Veloso tem algumas músicas que trago sempre no bolso:
Saíu para a rua
Sei de uma camponesa
A gente não lê
Balada da fiandeira
A ilha
Guardador de margens
E hoje há um mundo inteiro a colorir o castelo de Sines.
Besh o droM - Festival de Músicas do Mundo

O previsto era só uma visita. Um hospital. Um familiar a recuperar de uma recente intervenção cirúrgica.
Tinha saído em velocidade crescente no final do dia de trabalho, uma nova gravação de Fanfare Ciocarlia no leitor de cd´s do carro; como que um outro “the sound of speed” dos the jesus & mary chain. Mas era diferente. Houve tempo e foi o caminho para meu primeiro “festival” de Verão de 2003. O Festival Músicas do Mundo Ciganas e o esplendor da world music, no D’Orpheu em Águeda.
Fazendo lembrar o “nosso” Bar Insólito, este espaço musical/ bar na baixa de Águeda, apresentou a um vasto público simpático, os húngaros Besh o droM. E fiz bem seguir o meu caminho. Oito músicos de eleição para 16 instrumentos (não sei se contei todos), um mago do batuque e outras percussões, um címbalo mágico, três metais absorventes, um baixo, tambor e guitarra. Um som tão frenético, como de harmonia, com bases jazzistícas, desenrolado numa velocidade deliciosa, dezenas (?!) de puras notas musicais por segundo.
E ninguém ficou estático, tudo eram dínamos e som natural, feito por dedos, mãos, beiços, pés, homens de carne e muita alma...
Obrigado Besh o droM!

quarta-feira, 23 de julho de 2003

Rufus Wainwright

Já está disponível para audição um tema do novo álbum de Rufus Wainwright, "Want". O disco sai no dia 23 de Setembro e conta com a produção de Marius deVries (já produziu Bjork, David Bowie, U2). Destaque ainda para as colaborações de Charlie Sexton, Sterling Campbell, Gerry Leonard, Levon Helm, Kate McGarrigle, Linda Thompson e Martha Wainwright. Segundo o site do songwriter canadiano as sessões de gravação foram de tal forma produtivas que já está previsto um segundo volume de "Want" para o início do próximo ano.

terça-feira, 22 de julho de 2003

Mew e Cardigans em Paredes de Coura



O cartaz de Paredes de Coura fica quase fechado com estes dois nomes, actuam dia 21 de Agosto. Entretanto, os Radio4 foram deslocados para o dia 20.

segunda-feira, 21 de julho de 2003



No passado sábado desloquei-me ao festival de Vilar de Mouros com o objectivo de assistir ao primeiro concerto em Portugal do meu songwriter favorito, Rufus Wainwright. Não tenho espírito festivaleiro mas a possibilidade de poder ver o talento de Rufus, ao vivo, foi mais forte. Continuo incrédulo com o que se passou, correu tudo mal. Falhou o Rufus, porque se apresentou num festival de Verão sem a sua banda, apenas acompanhado por um piano e uma guitarra acústica. Não sei se desconhecia o formato do festival, o que é certo é que num concerto ao ar livre muito dificilmente conseguiria, sozinho, levar o barco a bom porto. Falhou a organização pelo terrível erro que cometeu no alinhamento da noite de sábado, revelaram uma tremenda falta de sensibilidade. Rufus actuou a seguir aos Blasted Mechanism, que como sempre tiveram uma prestação visualmente atraente e energética, muito do agrado do público adolescente que, maioritariamente, preenchia a assistência. O songwiter canadiano recebeu uma multidão em êxtase nada receptiva aos ambientes intimistas e introspectivos da sua música. O choque foi inevitável, ao segundo tema Rufus já recebi reacções negativas por parte do público. Cheguei a temer o pior. Felizmente, a maioria dos festivaleiros que estavam a ensombrar prestação de Rufus acabaram por desmobilizar mas o concerto ficou ferido de morte.
O grande beneficiado da noite acabou por ser David Fonseca, recebeu uma plateia filtrada o que permitiu uma actuação segura. Conseguiu despertar a minha atenção para o seu álbum a solo, "Sing Me Something New". Fiquei com a sensação que vale mais sozinho do que os Silence4.
Quanto a Rufus Wainwright ficou a dever, a quem se deslocou propositadamente para o ver, um novo concerto, à altura do seu génio, de preferência numa sala pequena.



10 anos de história num só disco
Com edição prevista a 22 de Setembro, "Singles 93-03" reúne todos os singles retirados de «Exit Planet Dust», «Dig Your Own Hole», «Surrender» e de «Come With Us», bem como de vários EPs editados pelo grupo ao longo destes 10 anos.
Incluirá ainda duas novas faixas: uma colaboração com os Flaming Lips que deu origem a "Golden Path" e "Get Yourself High" com os rappers canadianos K-OS.
"Singles 93-03" vai contar com uma edição limitada que oferece um disco bónus com raridades e faixas nunca antes editadas. O formato DVD também está previsto naquela data com a publicação de todos os vídeos das músicas presentes em "Singles 93-03".
Quanto a novidades, elas deverão surgir no próximo ano.

alinhamento:
Song To The Siren
Chemical Beats
Leave Home
Setting Sun
Block Rockin' Beats
Private Psychedelic Reel
Hey Boy Hey Girl
Let Forever Be
Out Of Control
Star Guitar
The Test
Get Yourself High
The Golden Path

disco bónus:
Not Another Drugstore (Planet Nine Mix)
The Duke
If You Kling To Me I'll Klong to You
Other Rock
Morning Lemon
Galaxy Bounce (Original Version)
Loops Of Fury
Delik
Elektrobank (Live From The Roxy, NYC, Nov 96)
Under The Influence (Mix 2)
Piku Playground (Live)


No início da década de oitenta os Felt mostravam a mais valia que haviam de representar nesses prodigiosos anos de culto.
As guitarras com afinação muito peculiar colavam-se na voz de Lawrence, criando o som característico e melódico dos Felt. Nos EP's crumbling the antiseptic beauty (1981) e the splendour of fear (1983) iniciou-se a busca incessante de um estilo cuidado que se apoiava em longos espaços de tempo a percorrer arranjos fascinantes onde Lawrence debitava, milimetricamente, a sua voz morna.