quinta-feira, 15 de maio de 2003



Estou a ouvir com muito interesse três álbuns dos espanhóis Dover: sister, devil came to me e late at night.
Um bom aliciante para os descobrir é a versão de the one i love dos REM.

quarta-feira, 14 de maio de 2003



Para criar pausas através do contraste estou a ouvir, finalmente, gol de quem? Refiro-me à banda brasileira Pato Fu. Agradeço agora a sugestão muito antiga do Marcelo.


Depois de uma pausa stressante deixei-me levar pela música Klezmer. Para os que desconhecem este tipo de música as suas raízes tem os alicerces na cultura judaica. Existem algumas variantes que fundem este estilo puro com outros géneros musicais.
No caso estou a ouvir um álbum de Dave Tarras onde o tempero da soul music serve para fazer florir ainda mais este recanto vivaz da música etnográfica.
Fundamental para os apreciadores da dupla Emir Kusturica / Goran Bregovic.

sábado, 10 de maio de 2003

Para descobrir e sentir...



a voz sedutora de Carla Bruni.
"Quelqu'un M'a Dit" é música doce...
Durutti Collumn - friends of Portugal
(Fundação Atlântica, 1983)





Em dias como este... cheios de trabalho... esta é uma óptima banda sonora para o raciocínio.
Felt Mountain


Black Cherry


::7 de Junho, Coliseu do Porto
(levantei os ingressos há poucas horas...)
.

sexta-feira, 9 de maio de 2003

radiohead TV
Entre "Is a Woman" dos Lambchop



e "Master and Everyone" de Bonnie 'Prince' Billy



há uma ligação íntima.



O colectivo Lambchop cultiva a canção estruturada no silêncio.



Em Bonnie 'Prince' Billy sente-se o vazio.

quinta-feira, 8 de maio de 2003

Loose Fur



Do encontro dos Wilco com Jim O'Rourke nasceu o projecto Loose Fur. Desta união resultaram seis canções despojadas de grandes artifícios. O registo é intimista, as cumplicidades são nítidas e no ar fica a ideia de um quase pacto secreto criativo entre pessoas que gostam muito de fazer música.
"car crash" do novo «vulnerable» de Tricky é uma canção... em cheio!
A voz, neste disco, ficou a cargo da 'desconhecida' Constanza Francavilla, uma italiana que Tricky conheceu quando tocou em Roma.
Ah! E não se esqueçam da versão de "love cats" dos Cure.

quarta-feira, 7 de maio de 2003




Eu tenho recordado a Ópera do Malandro de Chico Buarque. Aliás, todos os anos por esta altura, mato a ressaca das músicas dele. O álbum deste ano data de 1978. Tinha eu 1 anito! Para quem quiser, aqui estão as letras de muitas das boas músicas de toda a vasta obra deste compositor, intérprete, poeta e escritor brasileiro. Para cantarolar num banho de fim de tarde.


Estou a recordar o charme dos Violent Femmes através do álbum homónimo, editado em 1982. Uma relíquia, ou quiçá um marco de referência, na história prodigiosa que a pop viveu na década de oitenta.
Nitin Sawhney regressa a Portugal no próximo mês de Julho, actuando na Aula Magna em Lisboa, dia 24, e no Coliseu do Porto, dia 25.
Os austríacos Tosca tem concerto marcado para o dia 20 de Junho no Teatro Sá da Bandeira.
It's the disease of the age
It's the disease that we crave
Alone at the end of the rave
We catch the last bus home
Corporate America waits
Coffee republic and cakes
We open the latch on the gate
Of the hole that we call a home


Placebo - ontem à noite, no Coliseu do Porto. Um excelente concerto...

terça-feira, 6 de maio de 2003

Longwave - the strangest things
Como é possível em 2003, numa altura em que já quase nada se inventa, criar-se um disco que nos empolga tanto?

Mike James, Steve Schiltz, Shannon Ferguson e Dave Marchese - é este o line-up dos Longwave, um projecto iniciado em 1999 em Nova Iorque.
Em 2000 editaram "endsongs"; em 2002 o EP "day sleeper" e agora, em 2003, sai este "the strangest things" que tem produção de Dave Fridmann (Mercury Rev, Flaming Lips, Mogwai). E foi através deste álbum que eu conheci os Longwave.
Parece uma visita aos anos 80 onde, através de ideias recentes, se reinventa a fórmula simples baixo - bateria - guitarra.
Tão simples mas tão enérgica que nos consegue empolgar como então acontecia.
Canções como "everywhere you turn" ou "wake me when it's over" seriam hinos no «Som Pedro» porque, certamente, não passariam despercebidas aos DJ's residentes Luís Gomes e Ricardo Ramalhete. Qualquer uma delas seria capaz de fazer com que o Adolfo trepasse as redes metálicas que decoravam aquele espaço como naquela altura acontecia com temas como "temple of love" ou "52 girls".
Sem dúvida.

segunda-feira, 5 de maio de 2003

Muito tempo depois do grito punk dos Clash com london calling, aparece london crawling dos Rialto num estilo very british pop.
A comparação não tem nenhum significado que não seja a proximidade nos títulos. A fórmula usada é semelhante à que permitiu construir hits ao estilo Oasis, porém, não é novidade que, por vezes, surgem bandas ou artistas que aportam uma eventual mais valia. Possivelmente, esta será uma das características que faz com que haja uma preocupação permanente de reinventar e que leva a situações em que o concebido se afasta de tal forma da corrente mainstream, originado uma tendência que pode evoluir ou não. No caso dos Rialto, que já são músicos com uma carreira considerável, vale bem o tempo ouvir o álbum night on earth (2002), onde se inclui a faixa acima citada, apesar de achar que a única coisa gratificante do álbum é a pop escorreita livre de impurezas.

sábado, 3 de maio de 2003



O cartaz do festival Sudoeste começa a ganhar contornos muito interessantes. A Beck, Moloko, Sigur Rós e Múm junta-se mais uma presença de peso, Beth Gibbons acompanhada por Rustin Man. Na Zambujeira do Mar entre os dias 7 e 10 de Agosto.

sexta-feira, 2 de maio de 2003



Marc Collin andou a estruturar e polir durante alguns anos o álbum les petroleuses que viria a ser editado no primeiro trimestre deste ano. A inspiração veio-lhe da música das décadas de 70/80 e da sua atracção pelo cinema. Esta obra prima que ele enquadra na banda sonora da sua vida foi arquitectada tendo como pano de fundo o filme Les Pétroleuses, de Christian Jacque (1971), onde pontificam nomes como Claudia Cardinale, Brigitte Bardot, etc.

Quanto à música o mote é dado por electrónica suave e refinada que reclama paisagens melodramáticas e tensas, salpicadas pela voz sexy de Camille.

Para melhor se enquadrar o estatuto deste músico cinéfilo refira-se que vem do grupo de amigos onde se passeiam nomes como Alex Gopher, Etienne de Crecy, Beth Hirsh, Air, Xavier Jameaux (Bang Bang), etc.

chique chique chique
pow pow pow
bang bang bang

são indicados como um dos pioneiros das novas correntes electroclash/ trash
o álbum saiu em 2000, mas é referido como ter saído antes do tempo
é um dos meus frenéticos de 2003

quinta-feira, 1 de maio de 2003



Conheci os numbers esta noite.
São de São Francisco e praticam um som com arquitectura no-wave, mas que, talvez por isso, atrai a atenção. Aparentemente estamos perante um caldeirão de influências que resultam num disco-punk-beats onde o baixo electrizado e a potente orquestração electrónica são fervura a todo gás.
Editado no passado mês de Março pela Troubleman Unlimited o EP Ee-Uh! revela o talento muito underground de Dave, Eric e Indra.